quinta-feira, 17 de abril de 2014

CORA CORALINA.- espírito- ".....na ponte"


UM CANTO À REVOLTA

E um dia...
na mata de verde alegria
Com o sol acendendo o bronze
Da pele lustrosa da Tumucumaque
Veio na estrada de água, o branco
Risonho, com espelhos e panos
Enganoso, estranho.
Levou todo o ouro, as pedras,
Deixando
Um rastro de sangue, doença, pobreza.
E Mbãtu surpresa, ingênua gazela
Deitada na rede, viu sua aldeia
Invadida, tomada, roubada.
Arrombada
Pelo sabre assassino do branco
Risonho, com espelhos e panos.
Assombroso, castanho...
E aos poucos
a pele lustrosa da Tumucumaque
perdeu todo o brilho, o sol foi-se embora
malária, diarréia, sarampo, 
virose
são nomes da morte que assola a aldeia
presentes do branco, tinhoso, medonho.
Tuberculosos 
guerreiros vomitam
e se revoltam, morrendo de gripe.
E as oligarquias, porcas, peçonhas
Gatunas, 
Ñangui avoitêe...mauarim i’lê
Não mandam pra aldeia ponto de saúde
De tratar mazelas trazidas por brancos
Mas deixam na oca com cheiro de azedo
A banca de votos, com urna e desprezo.
Brancos covardes, 
bancas da mentira
Baloiçam as setas envenenadas
das falsas promessas
zombando dos guizos de serpentes
açuladas.
O vermelho do urucu pintando as caras
na Amazônia ressecada, fria e tesa.

Cora Coralina
espírito


Menina na ponte

As palavras soltas no ar aguçam
Minha vontade de poetar de novo
Poetar o novo, poetar na ponte.
Como é infeliz o que não crê na
vida
Paira no ar tristeza de quem não vê
Que além da sombra há um mundo
Efervescente, pulsante
De brilho intenso, enorme, radiante.
A menina sonhando com o bordado
rosa
Cose o seu amado, sentada na ponte.
É o namorado cujo nome é sol
Que a vem roubar pela 
manhã.


Cora Coralina
espírito


LÂMINAS

Faço agora da palavra um punhal,
Lâmina dupla a invadir feridas
Dilacerante à bolsa pustulenta
Espalha em redor cheiro forte hortelã
Esbordejar da verdade aos ímpios.
No olhar trago luz esmiuçante
Olho de dragão pronto ao ataque
De fazer tremer o tirano que ameaça
Seu império de enganos, de trapaça.
Afio a palavra no esmeril desta razão
Para ordenar esses
insistentes de matar
Crianças e jovens
Que sem educação
Sem lar, sem aconchego,
Sem bolo de fubá e doce
Não são monstros, nem são vermes
Nunca tiveram infância
Nunca do amor de mãe
souberam provar o doce
Se são bandidos, ladrões, marginais
São sementes germinadas
no canteiro original
dessa sociedade imunda
Da corrupção infinda.
Sameadas... no estrume
Produzidas em torrentes
Por estes que agora clamam
Na insistência de matar.
Nossas crianças
Filhas da rua.

Cora Coralina
espírito



NO BORRALHO

Remexendo a panela de lembranças
Sai o doce de goiaba. Que delícia!
Rio de mim, como rio...
Rio Vermelho...espelho a céu aberto de meu céu.
O cheiro alho, amassado com cebola
No tempero da lingüiça italiana
Transporta agora pensamentos de alegria
Revivente de emoções que alimentam.
Beijo meus filhos cheirosos
Com as mãos cheirando alho
E a boca manjericão...
O bordado estica a linha verde
Faz desabrida esperança
Percorre bastidor em ponto cheio
No pano bem resistente
De memórias tão felizes.
Sacolejo a peneira que recende
O amendoim torrado
Cheirando visita de anjo.
Abro a janela da rua
E me debruço na chuva.
Existo, é só o que me pertence.
Inda’credito no Tempo
Só que agora o chamo Deus.

Cora Coralina
espírito


Flores de Ana

Apesar do sol saliente que acordou-me bem cedinho
Das mil felizes lembranças, que descobriram meus pés
Hoje estou preocupada... (uns dias são assim...)
Estão faltando duas pétalas na rosa de meu jardim...
Eu ainda não sei como as flores se refazem,
ou são refeitas.
Eu sei de mim...completa...
com todas as folhas e pétalas.
Mas eu não sou flor...
Se bem que às vezes fui...flor que se cheira..
(Se bem que às vezes não fui...)
E quem nunca foi?
Pode ser que um passarinho cantou no ouvido da flor
Que apaixonada deixou nos braços do amado
os pedaços de si.
Mas se tiver sido amor não tirou pedaço.
O amor e a bondade
Mesmo acompanhados por dor e ingratidão
nunca destroem
Só acrescentam...
Parece que há um fermento...
Claro... certos sentimentos doem, mas é tal dor parideira
Que faz nascer nova vida.
torna melhor quem os sente.
Muitas vezes me pergunto
Por que não criam decretos
Obrigando todo mundo a ter generosidade?
Porque isso
É a forma concreta de revelar o Amor Verdadeiro.
Apesar do sol quentinho que acordou-me de manhã
Eu hoje estou no fermento, no aumento da
Esper-ânsia

Cora Coralina- espírito





MIL FACES DA MESMA VIDA

A face da menina do lenço axadrezado na cabeça
Cora.
A colcha verde de costura reta no varal pingando
Chora
Na caixa de recados postos encostados a lembrança
Mora
Onde agora você mora, ou chora, Cora?
Moro na certeza do eterno onde não importa
A hora
Fiz cafua no onírico terreno dos desejos que não vão
Embora.
Plantei muda de arruda, emoção, alegria, queijo cura
Amora
Canteiro de carinho, que dá milho cozido repartido sem
demora
Aqui em tempo inteiro, madrugada, noite, tarde, sempre
Aurora
A inspiração contínua esmurra o peito, abre caminho e
Aflora
Não preciso crença, ou bênção, em mim pulsa a vida
Agora.
Essa vida é mais forte e real do que o código define e
Comemora.
Fuja da ilusão perdida do mercador da Fé. Ele a Verdade
Ignora.
Não caia na cilada dos que vendem céu de um deus que
Explora.
Apiede-se do incréu que ataca o espírito. É o medo que
Apavora.
Com horrendas companhias a insuflar-lhe o ódio que o
Devora.
Raciocine. Sempre tenha na Bondade o leme, o rumo vida
Afora.
O futuro é hoje. A consciência plena no Bem - isso é que
Vigora.
Nunca perca a Fé. Deus acompanha o caminho de quem
Ora.
E assim, feliz com a rima, vou pra cima, vou-me
Embora....
ora.. Ora

Cora Coralina- espírito


Recebidos em sessão pública no dia 10 de abril de 2014 no
 CEFEC- Valparaíso de Goiás pelo canal Arael Magnus. 
Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas





Assista clipes de 400 músicas mediúnicas das mais de 1700 recebidas por Arael Magnus em
 www.youtube.com/user/TVINTERMEDIUM/videos?view=0&shelf_id=1&sort=dd

quinta-feira, 10 de abril de 2014

ALCY ARAÚJO- Sinfonia em Sol Menor


Sinfonia em Sol Menor

   A beira do meio fio da avenida da FAB é um trono onde vagueia um rei sonhante sem reino..
Não há sombra.
    Os fantasmas não as têm. As palavras desalumbradas resvalam pelo bueiro, brotando cheiro gostoso de alecrim e pimenta, bom tempero tucuju, como ensinou-nos Sacaca.
     E o rei,vagueante da beira do meio fio, falou:
      -Viu aquele moleque esperto assaltando a pobre velha? Tem jeito de excelente tocador de bombardino.- Com voz triste, angustiada, fatiada em lembranças.
      Não vi. Meus olhos corriam soltos buscando as netas de Dora, de saiote e blusinha, fazendo a merenda torpe como Evas da serpente. Não possuo o dom de Oscar, mas arrisco que seriam boas no violino. Quiçá no acordeon?
     Quem agora se aproxima e traz chuva na expressão é Altino. Visita sempre o mestre, sempre a batear assunto para amainar o banto que devora o bom amigo. Escuta solene, ao meu lado, como ao canto uirapuru.
     -Eu preciso que você faça um escrito para mim. Seu poder de canetar pode servir ao que quero.- diz Mestre Oscar, como a falar para um porto.
     -Mas professor! “- preguiçoso, ansioso, desesperançado de meus limites, redargui:
     - O senhor é melhor que eu a concretar sentimentos. Mas, diga lá o que espera desse pobre fazedor de insossa sopa de letras?”
     - É uma súplica ...- diz o anjo entre os sinos suspirando melancolia- “...uma súplica!”- Soou como melodia.
     -Ah... então eis a solução. Mormente de súplica entende o bom professor Altino- devaneei quiabante no óleo do tambaqui.
       Pela grave expressão, que veio a galope no olhar de um triste sonhador, percebi que ali não coube no instante o meneio.
       Em tom sustenido, agudo, vaticinou-me a sentença.
      -Preciso que ordene agora que ressuscitem Walkiria!
      Minhas mãos tremeram. De certo, o amigo delirava. Eu tremia.
      Fui salvo pelo apoio comum que assistia àquele chocante apelo:
     -Verdade. – interfere o antigo lente -Mas que venha logo, e que abrigue estes meninos, que adote essas crianças perdidas no lamaçal de uma cultura nefasta.- Altino profeta.


     Um regato de luz brotou na face do anjo dos belos sons, jorrando ao redor o aroma de guirlanda toda flor, que nos envolvia agora. Mestre Oscar radiante:
    -Sim... revivam da Santa Rita, do Laguinho, também Santana, no Jarí,  Oiapoque, Mazagão, Calçoene, Tartaruga, Itaubal....Cutias, Amapari, Belém-  e quase dançando fala os outros pagos tangendo, fechando a lista em decreto:
     - Até em Brasília, no Rio e São Paulo, que são também do Amapá, nossos distritos distantes!- Stacatto.
     Completei: -E em Copenhague, onde moram as deidades.
    Ao sentir em nós acordes, harmonia de expressão, feliz, prosseguiu severo:
    -Veja esta pedra preta que se desprendeu do asfalto. Peça que ela nos conte dos desfiles da fanfarra, da furiosa bandinha, da alegria que ocupava o lugar dos malfeitores, aqui mesmo na avenida.
    Choramos.
    E sem deixar que eu fugisse, a batuta dourada em riste, em tom maior decidiu:
    - Fale com sua mãe! Fale com sua filha. Fale com este mundo! Brade com sua caneta! Grite, berre, pelo amor de Deus...fale!
   Olhei para o cruzamento com a rua enfumaçada. Vi a bandinha chegando, os meninos perfilados, com os ares invadidos por trinados cor de mel. Pássaros despetalantes nos dobrados de alegria... e futuro. Distingui meu Alcione, marchando como se fosse...
   Olhei para o trono (beira do meio fio da avenida da FAB). Não estava Mestre Oscar que com Altino sumira. Levaram junto, sem troco, o baú de meu sossego.
Ressuscitemos Walkirias.

Alcy Araújo – 
espírito



O Rico Poeta do Jardim Nobre
(Paródia de mim mesmo)

Seu poeta é poeta de um jardim nobre
É um poeta sem dor.
(Sim) Tenho alguns espinhos solidários.
Pincelada em tom de verde longe
descansa a vida, viva, enraizada em luz.

Os espinhos
 sempre
me removem
para gotas diamantes
de saudades. Somente.
Ao morrer os instantes de lembranças
de injusta feia ofensa ao Peixe-Boi
Da ausência da enchente, dos navios
fundeados em meu peito.
Os nove As de toda uma vida
fortalecem sentimentos
por quem sempre suspirarei.
Quem foi dantes poeta do cais
hoje vê-se lacaio dos ais.

As flores
aconchegam-se ao meu jeito no perfume
remoendo desejosas de futuro
Refletir em róseas, verdes, acalantos.
Assim me fazem companhia os tempos
ao ver em mim no acetinado manto
Espinho agradecido às minhas flores.
Sempre ouço dele belo verso
que acende em torno doce receio
 e faz rica pobre mente do quase ateu.
E das ervas daninhas banidas
pelas flores (que sem saber) semeei.

De manhã, a luz solar
faz calor dentro de mim
aquecendo-me alegrias
que saltitam incontidas
para resvalar o céu.
afrescos- de beleza incabível
por todas as quimeras sempre vivas.

Chegando a noite
o poeta em rico áureo jardim
se veste
inteirinho de afagos.

E apanha uma prece que o lembra
Menestrel de brilho farto coração
Na lida a descoberta que resiste
a mesma vida, o mesmo jardim
-Tu existes! Explode em laivos de perfume.
-Não guardes só pra ti doces enlevos!
Loucas são as vozes em inércia.
Amando ouvir Debussy
"Clair de Lune"

Escorro pelo cais de lobos refratários
rastejando nas marquises em pedaços
uivos surdos de laivos inclementes.
no cárcere da loucura podre etílica.
Em vão, o ogro morto a me ofertar venenos
Escolhendo-me na dureza infamante.
Depositei-o nas mãos
Rejeitante- fugitivo dos malsãos
daquela que haveria de vir
na promessa nunca mais ali cair
na lembrança o adeus ferve.
Em confidências
No pedido de perdão multiplicados pecados
E acordo levemente atordoado
Sabendo ao ver à minha cabeceira
que os anjos não desistem de mim,
pela manhã.
Sobretudo quando há sol.
Repetindo lições mal apreendidas
que o diabo impôs nas taças desta vida
Repilo, sutilmente, os vermes.
Apagando a chama do rancor maior
tornando-se clamor
que esbugalha olhos impertinentes.

Claro, ainda resta o porto, o cais (meu jardim)
mesmo vindo imundo
livrei-me do inferno

no Dom
de rezar a Deus. Converso!

Alcy Araújo Cavalcante- espírito -
(às minhas bodas de prata 30 dias daqui)

Recebidos em sessão pública no CEFEC- Centro Espírita Fé, Esperança e Caridade
Valparaíso de Goiás, pelo canal Arael Magnus em 22 de março de 2014

TESTEMUNHO

Não me cobrem das notícias a Verdade!
Tenho medo se assim durmo. Fingindo.
Quando menti franzi o cenho, hirsuto!
Gargalhando das verdades. Arrogante.

Muito fácil escolher o ostracismo
Que esconda um turbilhão de desvios
Confortável esperar missas e terços
Num mercadejar da fé, incongruente.

Não há segredos: planta-se e colhe.
No amor e Justiça o Pai se revela.
Ridículo o perorar por indulgência
Enquanto o ímpio auto denuncia
No estertorar de sua consciência.

Vigiai! Acendei sempre a lanterna.
Meça passos, obras, versos, tudo!
Escutai dos sentimentos o apelo 
que é feito pelos anjos protetores,
insistentes,invasores,permanentes
Ao Bem induzem, recomendam, forçam
arrombando nossa falsa liberdade
de resvalantes no pecado.Dementes!

Não te enganes. Nunca a ti mentirás
Por mais que interpretes, cairás
no descrédito de tua própria sanha.
A Bondade,
 essa suave doce conselheira
te livra “ad aeternum”
da insuportável companhia
do monstro (aqui perfilado)
a quem chamamos
Remorso!


Alcy Araújo Cavalcante
espírito

Recebidos em sessão pública no CEFEC- Centro Espírita Fé, Esperança e Caridade
Valparaíso de Goiás, pelo canal Arael Magnus em 22 de abril de 2014
Entre em contato com Arael Magnus pelo fundoamor@gmail.com
Assista clipes de 400 músicas mediúnicas das mais de 1700 recebidas por Arael Magnus em
 www.youtube.com/user/TVINTERMEDIUM/videos?view=0&shelf_id=1&sort=dd

segunda-feira, 7 de abril de 2014

O Rico Poeta do Jardim Nobre

ALCY ARAÚJO


O Rico Poeta do Jardim Nobre
(Paródia de mim mesmo)

Seu poeta é poeta de um jardim nobre
É um poeta sem dor.
(Sim) Tenho alguns espinhos solidários.
Pincelada em tom de verde longe
descansa a vida, viva, enraizada em luz.

Os espinhos
 sempre
me removem
para gotas diamantes
de saudades. Somente.
Ao morrer os instantes de lembranças
de injusta feia ofensa ao Peixe-Boi
Da ausência da enchente, dos navios
fundeados em meu peito.
Os nove As de toda uma vida
fortalecem sentimentos
por quem sempre suspirarei.
Quem foi dantes poeta do cais
hoje vê-se lacaio dos ais.

As flores
aconchegam-se ao meu jeito no perfume
remoendo desejosas de futuro
Refletir em róseas, verdes, acalantos.
Assim me fazem companhia os tempos
ao ver em mim no acetinado manto
Espinho agradecido às minhas flores.
Sempre ouço dele belo verso
que acende em torno doce receio
 e faz rica pobre mente do quase ateu.
E das ervas daninhas banidas
pelas flores (que sem saber) semeei.

De manhã, a luz solar
faz calor dentro de mim
aquecendo-me alegrias
que saltitam incontidas
para resvalar o céu.
afrescos- de beleza incabível
por todas as quimeras sempre vivas.

Chegando a noite
o poeta em rico áureo jardim
se veste
inteirinho de afagos.

E apanha uma prece que o lembra
Menestrel de brilho farto coração
Na lida a descoberta que resiste
a mesma vida, o mesmo jardim
-Tu existes! Explode em laivos de perfume.
-Não guardes só pra ti doces enlevos!
Loucas são as vozes em inércia.
Amando ouvir Debussy
"Clair de Lune"

Escorro pelo cais de lobos refratários
rastejando nas marquises em pedaços
uivos surdos de laivos inclementes.
no cárcere da loucura podre etílica.
Em vão, o ogro morto a me ofertar venenos
Escolhendo-me na dureza infamante.
Depositei-o nas mãos
Rejeitante- fugitivo dos malsãos
daquela que haveria de vir
na promessa nunca mais ali cair
na lembrança o adeus ferve.
Em confidências
No pedido de perdão multiplicados pecados
E acordo levemente atordoado
Sabendo ao ver à minha cabeceira
que os anjos não desistem de mim,
pela manhã.
Sobretudo quando há sol.
Repetindo lições mal apreendidas
que o diabo impôs nas taças desta vida
Repilo, sutilmente, os vermes.
Apagando a chama do rancor maior
tornando-se clamor
que esbugalha olhos impertinentes.

Claro, ainda resta o porto, o cais (meu jardim)
mesmo vindo imundo
livrei-me do inferno

no Dom
de rezar a Deus. Converso!

Alcy Araújo Cavalcante- espírito -
(às minhas bodas de prata 30 dias daqui)

Recebidos em sessão pública no CEFEC- Centro Espírita Fé, Esperança e Caridade

Valparaíso de Goiás, pelo canal Arael Magnus em 22 de março de 2014


TESTEMUNHO

Não me cobrem das notícias a Verdade!
Tenho medo se assim durmo. Fingindo.
Quando menti franzi o cenho, hirsuto!
Gargalhando das verdades. Arrogante.

Muito fácil escolher o ostracismo
Que esconda um turbilhão de desvios
Confortável esperar missas e terços
Num mercadejar da fé, incongruente.

Não há segredos: planta-se e colhe.
No amor e Justiça o Pai se revela.
Ridículo o perorar por indulgência
Enquanto o ímpio auto denuncia
No estertorar de sua consciência.

Vigiai! Acendei sempre a lanterna.
Meça passos, obras, versos, tudo!
Escutai dos sentimentos o apelo 
que é feito pelos anjos protetores,
insistentes,invasores,permanentes
Ao Bem induzem, recomendam, forçam
arrombando nossa falsa liberdade
de resvalantes no pecado.Dementes!

Não te enganes. Nunca a ti mentirás
Por mais que interpretes, cairás
no descrédito de tua própria sanha.
A Bondade,
 essa suave doce conselheira
te livra “ad aeternum”
da insuportável companhia
do monstro (aqui perfilado)
a quem chamamos
Remorso!


Alcy Araújo Cavalcante
espírito

Recebidos em sessão pública no CEFEC- Centro Espírita Fé, Esperança e Caridade
Valparaíso de Goiás, pelo canal Arael Magnus em 22 de abril de 2014
Entre em contato com Arael Magnus pelo fundoamor@gmail.com
Assista clipes de 400 músicas mediúnicas das mais de 1700 recebidas por Arael Magnus em
 www.youtube.com/user/TVINTERMEDIUM/videos?view=0&shelf_id=1&sort=dd

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Auto-Hemoterapia - Heliuzê e Adib Jatene





AUTO-HEMOTERAPIA – A Procura

            Alguma controvérsia existe hoje em parte do meio médico brasileiro sobre a utilização do processo chamado Auto-hemoterapia. Uma multidão, porém, já se beneficia desse modo de fortalecimento da resistência orgânica, com um apoio cada vez maior da classe médica comprometida com os fundamentos e bases de seu juramento e responsabilidade ética e moral.

            A argumentação recalcitrante tenta se sustentar na ausência de estudos e pesquisas científicas, mesmo sendo o tratamento praticado com sucesso, com surpreendentes e inéditos resultados, em milhares de pessoas, com custo e efeitos colaterais beirando a zero. Mas, sendo acatado por comunidades médico-científicas de outras plagas e sua utilização celebrada em centros de reconhecido saber, compreende-se essa oposição, movida por razões comerciais, econômicas e tão somente. Esse comportamento não é novo, não é regional, não é exclusividade nossa, nem de nossa era, infelizmente. E por isso, não pode prevalecer.


         Mas afinal, a AHT vale ou não vale? Qual o fundamento científico, biomédico, em que se alicerça? Procuraremos explicar - antecipando que nada trazemos de novo, nem de mágico ou milagroso-, já que as peças do quebra cabeça estão espalhadas em inúmeros estudos e na observação aceita e referendada, estando à disposição dos profissionais de pesquisa, de atuação e de atendimento, ou aos interessados avulsos em todas as partes do planeta. Vamos nos situar na afirmação de Hipócrates, feita 2500 anos atrás, que diz, no preâmbulo de seu Corpus Hipocraticum, que: TODO CORPO TRAZ EM SI OS ELEMENTOS DE SUA REGENERAÇÃO E CURA!


1- A ENERGIA DE FORMAÇÃO DAS MEMBRANAS


            A fim de não prolongarmos o tópico, iniciemos nossa caminhada no momento da fecundação humana, do óvulo pelo espermatozoide. 


            No exato momento do encontro há uma descarga energética (o prof. Landell de Moura prefere esse termo à eletromagnética) que se condensa para formar a membrana que vai abrigar o ovo, e assim, de modo sucessivo, na mitose do óvulo fecundado, do zigoto e blastômeros, da mórula, nos processos guiados pelas interfases, passando pela prófase até a telófase, na descarga para a citocinese. 
              Essa energia se condensa e vai aparecer em todo o organismo celular, inclusive no núcleo, protegendo e agrupando os 22 pares de cromossomos restantes (As pesquisas caminham para identificar esse agente como formador dos cinetócoros através de outra reação). 
              Para o Dr. José Mohallen essa descarga energética é o “sopro da vida”, ou de Deus !!! Landell de Moura nomeia-a pela sigla Phaross.

              Concentrada, a energia se concretiza em proteínas. Essa membrana recobrirá, a partir da fecundação, todas as células do organismo, e pulsará ininterruptamente até o seu fim. 
              É desta proteína (Sintaxinas 11 e 25, itens que também participam da formação do complexo exocítico SNARE) que surgirá o aparelho imunitário, compreendendo o sistema esplênico e as “micro usinas” espalhadas em todo o organismo. 
              Dela também emerge (numa explosão cálcio, sódio e energia, etc. e as mesmas) a glândula epífise. A partir de seu surgimento a epífise se converte em antena receptora estática de energias essenciais e em fonte emissora de sinais (sede da Phaross – cujas funções aqui não cogitaremos agora) que individualizam os seres, tornando-os, portanto, únicos no Universo.


              Do sistema esplênico, sobretudo do baço, surgirão os leucócitos enfim, que formam o batalhão de defesa orgânica. Importante fixar que as Sintaxinas 11 e 25 são as mesmas presentes nas células eucaritárias. Constatada essa construção do sistema de comunicação energética através das membranas celulares, podemos entender melhor os processos que promovem a atuação eficiente da AHT, com suas causas e reações.

              2- A ACOMODAÇÃO DO SISTEMA IMUNITÁRIO E REDUÇÃO DAS DEFESAS-

              Diversos fatores bioquímicos e fisiológicos interferem na atividade do sistema de defesa do organismo. Por sua vez, detecta-se que a fagocitose é um processo muito mais complexo do que a simples destruição das células pelos leucócitos (linfócitos, neutrófilos e macrófagos,basófilos, etc. como inicialmente descreveu Metchnikoff).


              Tanto na fagocitose quanto nos outros processos de eliminação e substituição celular, a presença das sintaxinas 11 e 25 se desenvolve de modo a harmonizar a relação entre as membranas (que se interagem) tanto dos agentes invasores quanto dos mecanismos de proteção, pois existem compatibilidades pelas origens comuns entre si. 

               Isso provoca, por razões patogênicas, genéticas ou outras, uma convivência do sistema imunitário com “invasores adotados”, trazendo um amortecimento das funções controladoras. Esse processo de “preguiça” é sempre combatido pelas quimiocinas, com predominância no endotélio, mas estas só conseguem se movimentar com mais vigor apenas nos pontos agredidos.

               Nesta acomodação há uma redução do fluxo energético, em amplitude significativa diante da original, desfalcando a intensidade ideal. Disso se constata uma reação inadequada, impotente dos imuno-agentes, diante das situações de debilidade do organismo. 
               Sabe-se que algumas afecções dos órgãos produtores das defesas, como a esplenomegalia ou mesmo em caso de esplenectomia, necessariamente não desencadeiam essa desaceleração, visto que o sistema imunitário se divide em múltiplas usinas, além do baço ou do fígado e medula e outros, que agredidos transferem a função produtora para outros pontos e mesmo para as células.

               3- FOCO NA APOPTOSE-

               A queda, redução ou mesmo eliminação de sistemas de defesa é inerente ao ciclo de toda célula, que também possui em seu programa de função a apoptose (fenômeno fundamental também para o controle das células cancerosas de todos os tipos). 
              E é na apoptose,- de modo expressivo-, que reside o desencadear dos importantes efeitos benéficos da AHT.

              As células íntegras, ao serem expostas a ambientes estranhos. disparam -normalmente entre 10 a 15 segundos após a separação de seu habitat- o mecanismo de suicídio. 
              Isso se dá principalmente pelo colapso da corrente energética da Phaross, que evoluirá, se não contido, até a necrose. Essa caminhada varia de acordo com as condições térmicas ou de influência de agentes externos (soros, etc.) podendo ser acelerada ou contida. 
              No interior das células, a degradação se inicia por meio de enzimas, até então inertes, chamadas caspazes, que vão clivar algumas proteínas do citoplasma e ativar as DNAases. Aí se exprime a função NK das sintaxinas 11 e 25, repetindo, de modo secundário e vagaroso.
              As perdas iniciais se dão nas sub-membranas (com micro rompimentos produzidos pela expulsão de cálcio e sódio), nas organelas do citoplasma, com danos relevantes às mitocôndrias. É a fase da apoptose intrínseca. 
              Preserva-se, aí, por mais tempo, intacto o núcleo celular. Devido à ausência do fluxo energético a atividade dos glóbulos brancos é reduzida a quase nula, inoperante.                     (Esse procedimento foi detectado e desenvolvido também por Fleming, no uso do que ele chamou de lisozimas, antecessora da penicilina. A regulação dos períodos da apoptose é também um dos padrões que definem a eficiência das vacinas.)

              4-A REINJEÇÃO RESSUSCITADORA-

              Quando o sangue é retirado da veia, (portanto em efervescência de atividade energética e vai para a seringa), imediatamente as células se “desligam” da Phaross e se preparam para se auto-eliminar. 
              Este espaço de tempo é usado para as mutações descritas. Assim, ao ser reinjetado no músculo, biologicamente o sangue já não é o mesmo! 
              Está incompleto, reativo e diferente daquele que saiu da veia. 
              Ao ser aplicado no músculo há uma confusão orgânica, porque, se de um lado há uma reação pela presença de um invasor (substância diferente), há também uma ação agregadora, pela acomodação do remanescente núcleo comum. 
              
               Ao mesmo tempo, o organismo se revoluciona. Há então uma sintetização do MHC- que é uma classe de antígeno produzido pela própria célula, provenientes de mutações das SINT11 e 25, chamados HLA-D, que em fusão com o linfócito T irá ligar e mobilizar todo o sistema imune, convocando e gerando as condições de criação fortalecida de macrófagos, para o ataque e destruição à presumida injúria sofrida, pela quebra da homeostasia.
               No momento dessa sinapse um alarme é enviado pelos neuro transmissores ao centro do sistema de defesa e se desencadeia um ritual de despertar geral das membranas em todo o corpo, o que oportuniza uma multiplicação imediata de células leucocitárias, com a predominância para os macrófagos, que iniciam sua varredura. Estes, cuja autonomia é irrestrita, vão fagocitar os antígenos digerindo-os no fagolisossoma. 
               Fazem assim, a faxina completa de todos os cantinhos, limpando, eliminando, destruindo os elementos estranhos, inclusive aqueles anteriormente “adotados”, acomodados sob o endotélio, e os “digeridos” fagolisossomas. 
               Através da ativação energética, pelas SINT11 e 25, observa-se, no período de 48 a 72 horas (considerando-se a aplicação de doses entre 8 a 20 ml), a eclosão significativa de glóbulos brancos (neutrófilos, eosinófilos, basófilos, monócitos e linfócitos) além de outros guardas da defesa e com predomínio, um aumento quadruplicado de macrófagos.

               Em média, entre quatro a cinco dias há uma estabilização, e o sistema, recomposto e tendo reassimilado (não eliminado) o sangue reinjetado, paralisa a ação dos exércitos. No epitélio, os macrófagos, aí também chamados células de Langerhans, quando inativados, se transformam em histiócitos, sendo eliminados por outros agentes. 

               Importante destacar que, na veia, no fluxo sanguíneo, não ocorre esse procedimento, já que a interrupção da morte é imediata, e as perdas são repostas de pronto, na área circulatória, ao passo que no músculo ou outros tecidos, a apoptose ainda prossegue por algum tempo, produzindo as reações, até a chegada do socorro.

                5-CONCLUSÃO:

                Essa exposição linear, vertical, da dinâmica da AHT pode ser muito ampliada, aprofundada e até mesmo revista. Muitas vertentes são conhecidas e outras serão descobertas, sobre os procedimentos e atuações. 
               No entanto não se pode apagar, em nenhum sentido, a trajetória energético-bio-quimioterápica, visto que, o que se mostrou não é novidade, sendo de domínio científico, sobremaneira pelos laboratórios de pesquisa. 

               Em verdade, - é necessário que se esclareça-, a sociedade não recebe mais informes dos que pesquisam a AHT devido à ingente busca dos valiosos “comprimidos da sede”. Aqueles, muito eficazes se tomados com dois copos d’água. 
               Em veterinária existe um procedimento em que se tenta fazer esses adendos, com a adição de substâncias ao sangue animal, cujos resultados seriam os mesmos sem esse acréscimo. 
               Hoje está ficando comum, sobretudo em recuperações ortopédicas e de musculatura de atletas, o uso do SRP, que é uma AHT sofisticada, cujos resultados também são iguais, só que... mais caros!!!
               Com a tecnologia dos genomas, do conhecimento das causas, e a evolução da medicina nuclear, surgirão novos patamares, novos conceitos e razões. Como nos “velhos” estudos implementados junto ao Prof. Oswaldo, acerca das propriedades terapêuticas do “Tabebuia avellanedae” IPÊ ROXO, bem como as do DR. EPHREM MACEDO nas qualidades da alicina e do sumo do pau d’arco,-cujos conceitos e conclusões só foram assimilados décadas após- Sabemos que muitos avanços se verificarão, para a sublimação dessa prática.

                Há de se reconhecer que estamos diante de um tratamento preventivo, tônico, complementar, suplementar para milhares de doenças e males, podendo também ser desenvolvida para outras áreas da vida.
                É imenso o espectro onde permite a cura total e é indescritível sua atuação preventiva em milhares de outras situações. Mas ao contrário do que alguns supõem, a AHT não se presta a todos os casos. Há restrições severas, de seu uso imediato, em tratamentos pós-transplantes e em picadas de animais, por razões óbvias, já que nestes casos o aumento dos macrófagos interferiria negativamente.
                Fora isso, a AHT precisa ser estimulada e adotada para todas as populações, reduzindo gastos com saúde, e aumentando a efetividade das curas e dos estudos na redução do sofrimento, inclusive para doenças cujos tratamentos “científicos” nada valem ou pouco se prestam, como nos linfomas e hemofilias, por exemplo.
               Seu uso, a despeito do que preconizam alguns institutos, prescinde da presença ou recomendação médica, podendo a orientação seguir caminhos mais simples, menos burocráticos e mais acessíveis a todos.

               Sem nos aprofundarmos, afirmamos que, originalmente, esta ação é colocada à disposição da Humanidade, por razões muito superiores, da mesma maneira que é “ensinado” ao cãozinho comer capim para curar sua dor de barriga. E sabe ele escolher capins diferentes, para dores diferentes.
---X---
NB- Nosso grupo hoje com 9 elementos, está interessado em participar, ainda que seja desta maneira como os “benditos pesadelos” de Mendeleyev, ou as angélicas informações para a Alleluia a Haendel.

Aproveitamos para agradecer a todos os quanto se aplicam na divulgação e defesa dessa generosa intercessão. Estamos sugerindo, para o fortalecimento da divulgação e utilização desse método natural, que seja 4 de Maio definido como o Dia Mundial da Auto-hemoterapia, numa sincera reverência ao brilhante médico e humanista Dr. Luiz Moura. Continuaremos na busca para oportunamente voltar com novos comentários, outras informações pois estamos tentando justificar o nome que foi escolhido para essa equipe que é Pró-Curar.
              Que Deus abençoe a todos.

               Equipe Dr. Heliuzê- espíritos
               Abril/2011

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              Mensagem recebida pelo canal Arael Magnus, em reuniões reservadas nos dias 24, 25 e 27 de Abril de 2011.
Celest - Centro Espírita Luz na Estrada

              Assista clipes de 400 músicas mediúnicas das mais de 1700 recebidas por Arael Magnus em
 www.youtube.com/user/TVINTERMEDIUM/videos?view=0&shelf_id=1&sort=dd
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