segunda-feira, 11 de maio de 2015

JUVANIR BORGES- espírito- 5 de 5- TEMPO DE REVISÃO



O ESTUPRO SOCIAL DO ESTADO LAICO


      Pelo comprometimento observado em experiências pretéritas, sabemos da salubridade que é a laicificação na relação dos governos e sociedade. Isso se atribui devido à tirania, os abusos, os desvios impostos pela cooptação da Igreja e dos grupos religiosos, no comando das ações de poder, em inúmeras situações e eras, na civilização conhecida. Mas, se há essa essa distância de cá pra lá, sabemos que o inverso não tem sido respeitado, em nosso país. A todo momento, durante o dia inteiro, e de forma progressiva, nota-se a invasão do governo (e de prepostos e concessionários) -de forma desabusada, sem peias e freios-, aos conceitos e lares, quebrando princípios e convenções. Compete à sociedade organizada, a reação contra esse abuso dos limites, e essa indignação precisa ser enérgica, determinada, porque, como apregoa Orígenes, "se tolerância é uma virtude, a negligência é a camuflagem do vício". A moral espírita determina, com ênfase, o amparo ao que comete os deslizes, sem que isso implique em comprometimento com o erro. Proteção ao primeiro, combate ao segundo.

     Numa das visitas que fiz, -levado por meu irmão Ramaciotti- recentemente, a  um Departamento Espiritual, incumbido de cuidar da estrutura familiar na Orbe terrestre, chamou-me a atenção um frontispício colocado à entrada, com os dizeres, em luminoso suave: "Família: Escola das almas- Templo onde a sabedoria Divina nos habilita ao grande entendimento da Humanidade". Ocorreu-me, de pronto, a lembrança desse texto, contido no livro "Jesus no Lar", cujo autor espiritual Néio Lúcio trouxe à lume, pela purificada mediunidade de Chico Xavier. No transcorrer do encontro, mentores evoluídos, com gráficos e dados, mostravam as campanhas, seus efeitos, a ação coletiva e individual, e os perigos, -enormes e atrevidos - que aos poucos ganham espaço, na destruição desse imprescindível instrumento de evolução para todos nós, o Lar.

     A luta é o maniqueísmo eterno, que nos faz oscilar entre o Bem e o mal. Exércitos poderosos de espíritos inferiores são incansáveis, na tentativa em dilapidar, destruir, eliminar todas as colunas que permitam o crescimento, a iluminação dos seres. De todas as maneiras, usando artifícios sedutores, -baseados no multifário cabedal materialista, revestido pelo egoísmo petrificado, no orgulho e no abandono dos esteios de sustentação moral das coletividades- há uma constante violação das fronteiras, que gera, de modo crescente, a instabilidade do conceito familial. Moral, decência, respeito, sabedoria, tradições, ética, costumes, solidariedade, amor incondicional, sacrifício, práticas saudáveis, são alguns dos exemplos, que a todo instante são dardejados pelas falanges malfazejas. De há muito (lamentavelmente), movimentos religiosos têm contribuído, de forma decisiva, para o aumento do domínio desses predadores, deixando-se penetrar por modismos, corporações e sistemas que, hoje, se agigantam, crescem e se fortalecem.
   
      Pela omissão, pela ganância, pelo orgulho e vaidade (ahh...como esta destrói!) muitos, que deveriam ser os bastiões de resistência da instituição familiar, se transformam, impudentemente, em lacaios e sequazes de uma ação desagregadora, destrutiva, corrosiva, das bases alicerçais desse instituto sagrado. Parece que a caravana espírita, pelo que se vê, deixou de propugnar, -por inércia, orgulho e omissão- em favor da manutenção dos lares, da sociedade doméstica, na prática, apesar dos decorados -e ineficazes- discursos em favor dela. Ao nos calarmos diante da invasão da imoralidade, da quebra de conceitos sociais estabilizadores, revelamos tibieza, covardia, submissão. E posar, rendidos, ao lado de painéis e cenários devastadores, associamo-nos de fato, a ações compartilhadas com essas trevosas investidas. Rogando em preces, mas não agindo, estamos orando, sem vigiar.

      CAMPANHA "CONTRA" A AIDS JÁ MATOU MEIO MILHÃO


      Temos assistido, impávida e indolentemente, as campanhas feitas pelo governo, na distribuição, indiscriminada e estimulada, de preservativos, em épocas de festas, como o carnaval, e em outras ocasiões, e colocadas à disposição de quem quiser, em postos de entrega gratuita em órgãos oficiais, em bandejas e balaios, a mancheias, com dinheiro público! Não é preciso ser especialista para perceber que este procedimento é um estímulo permanente à prática do sexo sem critérios, sem responsabilidade. E a juventude -a grande prejudicada, a vítima precipual-, refestela-se, desvairada, na "liberdade feliz", até se surpreender doente. Quando das primeiras campanhas, no final da década de 80, a reação contrária que se ouviu, foi, principalmente, dos católicos e protestantes. Os espíritas se calaram, se esconderam em argumentações estéreis, sob argumentos de "conservadorismo preconceituoso". Decidimos,então- eu e alguns companheiros- lançar uma campanha pela família, mas esse tema foi, de certa forma, sabotado, com o olhar desviado para situações puritanistas, sem atacar diretamente o cerne da questão. E as razões dessa posição omissa (no mínimo) tiveram que ser digeridas à força, por aqueles que, como eu, participavam da direção dos caminhos da Doutrina Espírita.

        Nos idos de 1990, reunimo-nos em Brasília, para a programação de congressos, em Salvador, em Brasília, outro em Goiânia e outro em Minas Gerais. Para as palestras havia uma lista de 10 oradores, que deveriam ser convidados. Destes, 7 eram declaradamente homossexuais (sendo 6 homens e uma mulher). O tema "Vida em Família" soava, pois, incoerente, pois diversos pais já haviam, por inúmeras vezes, reclamado conosco, de que se sentiam constrangidos em levar os adolescentes para os encontros, por razões perceptíveis, pela pusilanimidade diante do  desvio, e da ausência do equilíbrio ético-moral. Alguns insistiam em denúncias de assédio por parte de oradores! A situação chegou a tal ponto disseminada, que, em viagem a Bonn fui perguntado por um alemão, dirigente local, se "o espiritismo era uma religião de gays", visto que, em um ano foram visitados por 5 médiuns, expositores e oradores, todos, sem qualquer discrição, de comprovada orientação sexual antinatural, desfilando com seus parceiros e alguns até protagonizando situações de escândalo, como ocorreu em Hamburgo. Dessa maneira,- pode-se entender- ficou difícil combater as campanhas de distribuição de camisinhas, ou qualquer definição de sexualidade equilibrada e responsável, se nossos arautos demonstravam comportamento incompatível com os propósitos pretendidos pela campanha, em defesa da família tradicional. Não me invisto na condição de julgador, mas de alguém que conheceu e sentiu, de nariz e coração, o sofrimento atroz, a derrocada em que se encontram milhões de irmãozinhos, como vi no Vale de Aidos, já citado aqui, no item quarto++. Por meu recuo, pela falta de real fraternidade, me abstive, quando encarnado, de advertir muitos dos que agora visitei, por isso, trago parte da culpa daquela amargura e que isto possa servir de retomada de caminho a outrem. Repito,-a fim de que se evitem os susceptibilidades e entendimento equivocado- não sou homófobo, mas continuo sendo heterófilo. Entretanto, é necessária essa exposição, pois, se temos a obrigação de amparar fraternalmente os que caminhem nas sendas desviadas- em quaisquer circunstâncias-, temos o inderrogável dever em alertar quanto às consequências de suas quedas morais, que se traduzem, no futuro, em prolongada permanência nas regiões de choro e ranger de dentes.

      SALDOS TRÁGICOS

      E os resultados da desvairada e irresponsável distribuição dos preservativos, vinte anos depois, são alarmantes, entristecedores, criminosos: Mais de meio milhão de vidas interrompidas, infectadas pela aids, no Brasil!! 500 mil vítimas fatais, em pouco mais de 20 anos, sendo mais de 70 por cento compostos por jovens na faixa de 16 a 25 anos. Esses números são escamoteados por atestados de óbitos diferenciados, na alusão de que a imuno-deficiência adquirida não mata, mas permite a invasão de doenças letais. É uma tragédia, pior do que qualquer guerra mais sanguinária, e o Estado brasileiro tem uma acentuada e indiscutível parcela de culpa, de participação, por estimular, facilitar e patrocinar a promiscuidade, a libertinagem sexual. Porque,- a par dessa campanha assassina-, deveriam informar à sociedade, que o instrumento de celulose ou látex, não protege integralmente, e que, toda relação que necessitasse do uso de preservativo, deveria ser repensada, evitada, pelo risco, pelo perigo. Não há, "a priori", educação suficiente, para esclarecer, sobretudo à juventude.  E, não são revelados (mas todos nós sabemos), que por trás disso estão os altíssimos e condenáveis interesses materiais, econômicos, financeiros, envolvendo grandes corporações de mercenários e exploradores, que, não tendo escrúpulos, pouco se importam com a degradação moral dos povos, das comunidades. Não houve (e isso precisa ser evidenciado) por parte do "governo brasileiro" a propalada defesa dos indivíduos pela salutar prevenção, pois o que conduz essa empreitada é a ganância, a cupidez, aliadas à corrupção.

      A interrupção dessas vidas gera uma avalanche de dores atrozes para a família e sociedade, além de jogar em campos de reparação, em sofridos vales de refazimento, milhões de indivíduos que perderam, pela imprudência, grande oportunidade de evolução individual e coletiva. Aos profitentes da Doutrina Espírita caberá sempre, uma grande parcela de responsabilidade, no esclarecimento,- desassombrado, corajoso, racional, declarado,- das consequências dessa irracionalidade praticada, encoberta por uma falsa evolução dos costumes, independência e liberdade. E é preciso cobrar a cumplicidade dos governantes, essa intrusão condenável, estúpida, covarde, inaceitável, pois as horrorosas consequências prosseguem. Os que não reagem contra esse quadro, assumem, também, sua quota de cumplicidade nas mortes e quedas dos nossos infelizes irmãos.

          AS VACINAS MISTERIOSAS COM CLAROS OBJETIVOS DE DESTRUIÇÃO  


         Tive, na última romagem a alegria e a emoção em conhecer um dos maiores benfeitores da Humanidade, Dr. Albert Sabin, o criador da vacina que extirpou, praticamente em todo o mundo, a trágica poliomielite. Junto com sua esposa, Heloísa (brasileira) nos recebeu, em uma de suas visitas ao Brasil, e foi muito gratificante conhecer esse grande Anjo Protetor, cujo trabalho abençoado de pesquisas, ensejou a libertação de milhões de seres, dos efeitos da paralisia, da invalidez. Junto a ele, outros pesquisadores abnegados, dedicam-se à descoberta de antídotos para doenças que causam sofrimento ao ser humano. Conheci muitos desses valorosos estudiosos, e quando me lembro da Av. Brasil, a visão da Fiocruz sempre me é muito cara e agradável, e meus pensamentos divagam na importância da missão desses respeitáveis paladinos da saúde e da vida.

         Mas, como diz minha Yola, "enquanto o anjo faz a pipa, o diabo mói o cerol" e assim vamos constatar que, o trabalho dignificante de muitos heróis-pesquisadores, é, sub-repticiamente conspurcado, por interesses de laboratórios, corporações mercenárias e exploradores, que, acobertados por agentes corruptos, fazem inserir no Brasil, medidas e campanhas que só podem desaguar em mortes, sofrimento, esterilização, doenças, mazelas, em inimagináveis formas de destruição do tecido social, -já esfarrapado por tantas agressões- a família. A campanha para vacinação de meninas contra o Human Papilloma Viruses- HPV- é um crime de lesa Pátria, um atentado contra a Humanidade. Sob o silêncio e conivência de milhares -que sabem do risco- estão jogando nossas meninas, futuras mulheres, na vala da promiscuidade, da irresponsabilidade, da desinformação sexual, como fizeram, há quase trinta anos, com a "liberada" juventude, que adoeceu e/ou desencarnou pela Aids. Daqui a menos de 10 anos o estarrecedor quadro (hoje escondido) que vitimou (e vitima) milhões de jovens no Brasil, dos "encamisados", vai se recidivar nas meninas "vacinadas" e cheias de sífilis, de outras DSTs, e pela endometriose e outras variações patológicas, estéreis, doentes ou desencarnadas! Para seduzir pais e filhas, usam grotescas propagandas coloridas, com artistas interpretando papéis de "conselheiras", sem o devido esclarecimento médico, científico, honesto! É a nefasta e destruidora poção infernal, escamoteada sob a figura de defesa, que invade todos os lares, e coloca em risco milhões de jovens, despreparadas, sem a necessária orientação, jogadas, oficialmente, na porta aberta da libertinagem, que poderá levá-las à sarjeta da imoralidade, na sodomia, nas orgias, na derrocada total.

     E, -sempre é útil reiterar- aquele que conhece o mal e não o combate, cumplicia-se a ele. Orientar, educar, esclarecer é dever de todos nós, como o é, repudiar, intimoratamente, essa enxurrada lamacenta de interferência assassina do Estado no templo doméstico, nos lares do país, na alienação de jovens, -sob o olhar desinteressado e prevaricador de um judiciário que deveria agir contra esse atentado ao pudor e ameaça à vida destas crianças-.

     De há muito o Brasil é manipulado por forças materialistas medonhas, gigantescas, que, usando fantoches, marionetes travestidas de "redentoras", solapam e roubam a Nação. Uma enorme falange de embusteiros cria, magicamente, artifícios e expedientes, que lhe permite continuar com as rédeas sob seu destruidor controle. O egoísmo, a vaidade, a ambição criminosa, preponderam de modo grosseiro, escancarado. E alguns, a justificar a hecatombe moral, transferem ao povaréu a culpa, na alegação de que, os meliantes são eleitos! Eleitos? Através das "curras eletrônicas"? Anarquizada por quadrilhas poderosas, a comunidade assiste a essa invasão inconcebível nesse estupro social, protagonizado por um Estado putrefato. E nós, os espíritas, acomodados em nichos de conforto e de pretensa superioridade, subvertemos a obrigação que nos foi conferida, e não protestamos, não esclarecemos, não enfrentamos o mal,- ao contrário- nos aliamos a ele.

       Se engana aquele que imagina que permeio, aqui, trilhos do despautério e da rebelião. A visão e a certeza do sofrimento escabroso a que são submetidos milhões de irmãos nossos, também causado pela inércia, covardia, omissão dos que dizem hastear o pavilhão sagrado da Doutrina Espírita Cristã- essa visão e certeza- provocam em nossa consciência o derramar de culpas por subserviência e submissão!

       Ainda em mim ressoam sentimentos agudos de pai e avô, e muitas "rainhas" estão sendo sacrificadas. Deduzam, por meios que convierem, a estrepitosa decepção que me atiçoa e esgarça os sentimentos, quando sou informado- por benfeitores que prestam serviço de apoio a presidiários no plano encarnado- que um número enorme dos denunciados na escandalosa operação "lava-rato" é constituída por "espíritas de carteirinha"! Os mais graúdos, os infelizes irmãozinhos chefes da gang, eram (ou são) "habittués" frequentadores e colaboradores de grandes "fraternidades kardecistas", e em suas mesas onde delinquem, ou nas celas onde purgam, assentam-se, solenes, as obras da Codificação! Invade-me a sensação de impotência, de "hipocrisia institucional", que, detectadas, não foram, porém, combatidas. Endeusamos Zaqueu, negligenciamos Jesus, e "pilatamente" lavamos as mãos.

       Em nossa hermenêutica burocrática, com intumescido orgulho, enxergando o cisco no olho das outras vertentes, sem ver as toras do elitismo, da vaidade e da presunção, a obnubilar nossa acaolhada visão, aceitamos o domínio do erro, nos agachando, vergonhosamente.

     O espírita sincero não derroga a condição de cidadania, e é concitado a se mostrar o Homem de Bem (não de bens!), que se distinguirá,-sempre!- pela prática de ações generosas, por ser tolerante com os erros alheios, -mas nunca se comprometendo com a imoralidade, a corrupção, a maldade ou a covardia-, perante o empréstimo maravilhoso da Vida, que lhe é, por Misericórdia Divina, permitido, em passagem efêmera e fugaz. Será, perene, seu norte, ditado pelo Cristo de Deus, no luminoso roteiro do Evangelho, na exemplificação prática, longe da artificialidade de conceitos e posturas farisaicas, a "que o mundo veja". E justificará a existência, encarnada ou não- ao Amar, Servir, Construir, Perdoar e Esclarecer, permanentemente.

      Recorrendo ao pobrezinho de Assis, nesta hora reafirma-se a premência em carpir o cipoal de pragas invasivas, asseverando, sereno e solidário a todos: Onde houver erro, que se leve a Verdade!
     Que tenhamos méritos para desfrutar da Paz de consciência, no incondicional amor de Jesus. Aceitem meu paternal carinho, e em preces, não roguem por mim, mas o façam por nossa juventude, sobremaneira esta, sob a ameaça de dizimação, que precisa da proteção de todos nós e de Deus.

++http://araelmagnus-intermdium.blogspot.com.br/2015/04/juvanir-borges-espirito-4-de-5.html

                                        JUVANIR BORGES DE SOUZA- espírito-

         
                    Mensagem recebida pelo médium Arael Magnus em 13 de abril de 2015, no CELAC- Centro Espírita luz, Amor e Caridade- Formosa- Goiás. As mensagens 1, 2 , 3 e 4 podem ser acessadas no http://araelmagnus-intermdium.blogspot.com.br
Fale com Arael Magnus pelo fundoamor@gmail.com



 foto de Arael no Celac, recebendo a comunicação do espírito de Dr. Juvanir Borges, em 13 de Abril de 2015- 
                                  Formosa-Goiás