sexta-feira, 22 de setembro de 2017

BETINHO- espírito - Trégua Cidadã-4




Trégua Cidadã- 4

O SERVIÇO DE INTELIGÊNCIA É BURRO?

        Eu não tenho nem ideia de como o pessoal que se diz do "Serviço de Inteligência" justifica sua existência e seus altos salários. Porque é impressionante o padrão de equívocos que se comete no Brasil inteiro, por falta de uma política e polícia preventiva, prudentorial. Escondidos atrás de uma necessária discrição, anonimato, não aparecem, como também não aparecem os efeitos ou resultados de seus trabalhos e atuações, se é que estes existem.

       Há, conhecida por todos, uma enorme quantidade de situações lógicas, que NUNCA são abordadas, atacadas, resolvidas. E existem certos núcleos podres, que sequer são incomodados, menos ainda, desativados. E por isso, a burrice prevalece, o que deixa no ar uma inquietante interrogação: É burrice ou é conveniência? Hoje, posso assegurar, com quase convicção, que são as duas, com prevalência para a segunda. Atitudes precisam ser adotadas, ou então, que se escancare logo a hipocrisia, do "faz de conta" que estamos vivenciando! 

         A dependência das autorizações para agir, muitas vezes é justificativa de não providências, e servem como desculpas para que não sejam adotadas. E isso tem que acabar. 
         Eu vejo intimoratos cidadãos e cidadãs se mobilizarem para defender os cães e gatos abandonados. Mas não enxergo a mesma coragem e valentia naqueles que se abrigam sob o manto de instituições que se propõem a combater a violência e o massacre que acontece aos cidadãos pobres, hoje em risco maior, e com vida pior que a dos animais desprezados. E as explicações oficiais dão conta de perigos iminentes, monstros ameaçadores, imediatos, sobre coisas que se arrastam há décadas. Aparecem como "heróis", e só faltam colocar na lapela o número da candidatura. Politiquinha pobre e rasteira.

        Mas, perguntarão os descrentes, o que sugiro? Nada de novo, nada de irreal, nada que não tenha sido largamente noticiado, nada que nenhum moleque adolescente já não tenha percebido. E elenco algumas destas miraculosas e banais providências, que, aplicadas, reduzirão a números mínimos as ondas de violência, em todos os lugares:

        1- Bloqueio telefônico dos presídios e delegacias, de modo que se corte parte das comunicações que os chefes fazem a seus "soldados". A tecnologia disponível permite esse expediente por um custo muito mais baixo do que se imagina, mas não tem sido implementado, porque contraria a interesses de alguns que cumprem pena e que precisam manter suas regalias (vide Bangu 8). É medida administrativa de efeitos imediatos. Acho que se constatou isso antes mesmo da invenção de Graham Bell ! Ouve-se isso há séculos...mas...

        2- Convocação da entidade que regulamenta a profissão de advogados, a fim de que possam auxiliar no expurgo de mercenários e bandidos que hoje integram esse indispensável nicho de cidadania, já que se detectou (pelos próprios órgãos de investigação) que, apenas no Rio e em São Paulo existem atualmente cerca de 3 mil  " causídicos" que fazem o "leva e traz" servindo como emissários dos assassinos, não agentes da Lei. Os órgãos de investigação e polícia sabem muito bem quem são, como e onde agem. A prerrogativa de que dispõem, do trânsito livre e irrestrito, para defenderem seus clientes não lhes faculta, nunca, a condição de cumplicidade criminosa, como ocorre escandalosamente em todo o país. Recomendável uma sacudida nesse ninho, interrompendo o fluxo nefasto de comunicação e execução de planos e ataques de criminosos. 

         3- Expurgo eficaz e profundo nos quadros das polícias civil e militar, através de análises técnicas, criminológicas e conceituais, já que as polícias urbanas em todo o país estão também tumorizadas pela bandidagem, com presença visível de autênticos gangsters fardados e armados, mantidos pelo dinheiro público. A incidência da corrupção policial (sobretudo no Rio) é assustadora, alarmante, inconcebível e devastadora. Inaceitável, mas de amplo e largo conhecimento de todos!.

         Claro, que, a par disso, se elabore projeto de valorização e aperfeiçoamento dos policiais corretos, quadros saudáveis, com cursos e salários dignos. É muito melhor ter uma polícia civil ou militar, qualificada, confiável, digna, mesmo em menor número, do que essa gigantesca corporação atual, misturada como carne moída, onde se leva também o sebo da corrupção e em grande monta a podridão de carne de ratos, (como as mortadelas e coxinhas servidas no Brasil).
      É compreensível assistir um policial, desfilar com um carro zero, tendo um soldo insignificante, cuja família more na favela do Urubu em Niterói? De onde será que vem tanto dinheiro? E o oficial que possui iate e mansões? Está a serviço de quem? Da sociedade ou dos criminosos? Deve ter ganho na loteria...

           4- Patrulhamento  e vigilância ostensiva e permanente das principais entradas das favelas, conhecidas por todos, como os corredores de armas e drogas. A presença habitual nos gargalos torna desnecessária a existência das ineficazes "upps". Da mesma maneira, a suspensão total das incursões das polícias e forças armadas nas favelas, já que pela capilaridade familiar demonstrada (1,2 e 3), essa matança é covarde, inútil e além de nada resolver, consolida uma postura de "apartheid" inaceitável. O grande volume de drogas e armas não está nas favelas, mas em mansões, condomínios, locais de alto luxo, com a presença de "poderosos", muitos, ocupantes de cargos e representatividade. A proteção e vigilância, quanto às cargas é necessária, se for contínua e séria.

           5-Recorrer a serviços de inteligência internacionais, que mostram eficiência e resultados, a fim de que sejam copiados e executados por aqui. A utilização de expedientes disponíveis de tecnologia, de captação, de análises, retenção e obtenção de informações e indícios, ocupa grande parte dos organismos policiais no mundo civilizado e representam redução de criminalidade, de mortes, de violência, a padrões considerados razoáveis. Isso só será viável com a profilaxia já apregoada nos quadros funcionais. Isso implica até mesmo na forma de abordagem do uso de drogas, que se revela menos prejudicial e letal, em países onde se opta pelo enfoque patológico em contraponto ao ineficaz viés criminal que adota-se aqui. Busquem as experiências bem sucedidas.

           A implementação desses vetores (que não são novidades pra ninguém!) representa um desmantelamento do quadro violento, de imediato, a custos bem menores em relação aos recursos hoje jogados fora. Veja a idiotice que foi a ocupação da favela da Maré, há dois anos atrás. Colocaram as Forças Armadas numa posição de joguete, vexatória e infamante!  Foi mais de MEIO BILHÃO de Reais jogados fora, sem nenhum efeito benéfico, sem nenhuma consequência prolongada, a não ser o aumento da "babaovagem" de ladrões e bandidos travestidos de ocupantes do poder, alguns hoje (graças a "malucos magistrados") colocados na cadeia.

          Toda e qualquer ação que não passar por esses pontos serão malogradas, impertinentes, inúteis. Inócuas e malignas- como são os que as promovem.

           FALANGE DAS MÃES- 
           Se alguém quer conhecer o que é uma favela, arme-se do imponderável, do diferente, do estranho, do quase inacreditável, porque os sustos são muito grandes, quando deparamos com essa estranha realidade. Desde a arquitetura, à forma extraordinária como constroem barracos pendurados, à ocupação de espaços exíguos transformados em lares, a situações de compartilhamento, que revela grandes lições de solidariedade e parceria. Em tudo, pro Bem e pro mal. E essa organização extrapola situações ditas normais, mostrando-se eficiente, segura, fraterna, participativa e protetora. 

           Veja o carnaval carioca (e agora também o paulista, e porque não dizer, o baiano, mineiro, recife, etc). São milhares de pessoas, em disciplina e métodos, que respeitam a comandos, que obedecem "militarmente" a ordens e conceitos, numa manifestação popular detalhadamente coordenada, onde os integrantes das escolas de samba se revestem de valores agregadores, comunitários, integrativos, pouco vistos em quaisquer outras atividades humanas! E não são apenas nos dias de desfile, pois durante os preparativos, os ensaios, todos assumem o seu espaço como peças da grande engrenagem coletiva. O que é fantasia para muitos, na realidade é uma grande concretização cidadã para os que dela participam, desde a feitura à apoteose. E desfilam, hoje, na Marquês de Sapucaí, como faziam na Praça Onze ou na Mauá, com a mesma galhardia e altivez. É preciso tirar suprimentos desse fenômeno social para a trégua Cidadã. (Aliás, aqui cabe um adendo: Marquês de Sapucaí, -o mineiro de Sabará, Cândido José de Araújo Vianna-, é, no meu conceito, o mais honesto e probo brasileiro de que já tive conhecimento. Merece ser estudado e citado como exemplo de retidão de caráter. É um bom palco de desfile para a formação dos brasileiros). 

          Mas, voltando à vaca atolada, o carnaval revela que os moradores das favelas podem se reunir, organizada e disciplinadamente, com objetivos e regras, desde que lhes sejam oferecidos os parâmetros para isso. E descubram um segredo: As escolas de samba só resistem e permanecem vivas por causa das mães! A didática aglutinadora provém delas.  Não é devido aos patrocínios, ao dinheiro enxertado, às luzes do espetáculo, aos turistas, não! São as mães, as alas das baianas, às tias e avós, quem dão a sustentação essencial para que elas sobrevivam. Conversem com os maiorais, com os presidentes e eles vão mostrar essa verdade. Porque na favela o regime é matriarcal, cuja autoridade inquestionável é exercida pela mulher, sobretudo as mais velhas, que abrigam (feroz e carinhosamente) a todos, mesmo como à nossa citada Apolônia (1), sendo mãe de traficante e de sargento, de enfermeira e prostituta, ao mesmo tempo, com o mesmo amor, a mesma devoção.

          NA DIONÉIA...

          Estive certa vez, no alto da Rocinha, num barraco onde morava D. Alzira, numa travessa da estrada da Dionéia. Fui com um amigo, sobrinho dela. Dois cômodos de chão batido, muito pobres, mas limpinhos, e até cheirosos. E o que chamou minha atenção foram marcas de tiro num muro vizinho. Contaram-me a história daquilo: Um egresso da penitenciária, condenado por tráfico e homicídio, fugindo da polícia, entrou o barraco e fez uma mulher e duas crianças reféns. Armado, ameaçava atirar, e a casa foi cercada pela polícia, com forte aparato. Os policiais conversaram, durante mais de 3 horas, tentando convencer o meliante a se entregar e a não molestar as pessoas em seu poder. A situação chegou a níveis altíssimos de tensão, estando a ponto de acontecer a tragédia que ninguém queria. Tiros foram dados por policiais, no muro, a fim de abalar o bandido, que não desistia.
          Tudo parecia caminhar para a inevitável invasão, cujas consequências horríveis pode-se depreender. De repente surge uma figura esguia, magrinha, uma mulher com um lenço amarelo na cabeça, com passos firmes e decididos. Conversou por instantes com o major que comandava a operação, e em seguida, abrindo caminho com os braços, adentrou o barraco, cuja porta foi lentamente aberta para ela. Passados alguns minutos ela surge, trazendo atrás de si o meliante e as reféns. Chamando o major entregou-lhe a arma, que em seguida algemou o rapaz. Era a mãe dele, com firmeza e autoridade, superando a força, as armas, o poderio bélico. Aqueles que trabalham nestes casos sabem a força e a importância destas mulheres na persuasão e domínio, por mais perigoso que seja o indivíduo que esteja em atividade agressiva. Fenômeno social?

            Há uma potentíssima força emanada pelas mães, sobretudo nas favelas. Elas possuem um incomparável poder de domínio sobre a comunidade, e isso tem que ser usado a favor da cidadania. É preciso que se criem condições para esse aproveitamento. Se for dada a garantia de que o filho não será morto, as mães irão cooperar. Elas não temem as prisões, mas sim as balas mortais dos policiais. E as estatísticas mostram que as ditas "balas perdidas" que matam crianças em escolas e em casa, partem, em alto percentual dos casos, das armas dos policiais. Que se projete um sistema de internação dos viciados, usuários e doentes da droga, e que sejam dadas condições de recuperação aos traficantes, mesmo que nas penitenciárias, hoje universidades do crime. 
          As mães conseguem isso, a recuperação, tenham certeza, se lhes forem dadas bases de manutenção e cuidado aos filhos. Creches, escolas, cursos, assistência médica, alimentação, coordenadas e supervisionadas por elas. É preciso formar um grupo, uma falange de mães para cuidar dos morros, das comunidades pobres, dos aglomerados. O empenho financeiro do Estado trará resultados inimagináveis. Seguramente esse investimento será muito inferior aos montes de dinheiro jogados fora nesses espetaculosos quadros programados. O artificialismo das invasões, ocupações, operações que nada trazem de benéfico, precisa ser permutado com atividades de recuperação efetiva. Assim há Trégua Cidadã.

         Essas situações de repetitivos efeitos danosos têm que ser estancadas. Vejo interlocutores oficiais falando como autoridades, com arrogância e empáfia, referindo-se a "bandidos e criminosos", assentados, muitos deles, em seus longos e emporcalhados rabos. Se a Justiça que proclamam fosse mesmo cumprida, provavelmente eles estariam justificando seus próprios crimes, dentro das grades. 

         É preciso buscar a Trégua Cidadã...enquanto se pode fazer isso. Daqui a pouco pode ser tarde demais.
        Se a simples presença de forças armadas fosse fator de solução de violência, Duque de Caxias, no Rio, seria o lugar mais tranquilo do mundo. E o índice de violência ali é altíssimo, também, apesar do enorme contingente existente.


Herbert José de Souza- Betinho- espírito



Mensagem recebida pelo canal Arael Magnus em reunião no Ceuld, em Porto Seguro- Ba, no dia 8 de agosto de 2017 .
Fale com Arael pelo fundoamor@gmail.com


0bs- as mensagens 2 e 3 não serão publicadas por estarem censuradas pelo anacronismo de suas colocações. Os fatos nelas narrados aconteceram ou foram revelados, antes que pudessem ser publicadas.

domingo, 3 de setembro de 2017

MAYSA
espírito
Trazida por Dolores Duran, Maysa Figueira Monjardim se manifestou no dia 28 de junho de 2017 ao canal Arael Magnus, no Ceuld- Porto Seguro- Bahia. Segura, lúcida e muito emocionada deixou 9 melodias, algumas em parcerias. Desta 5 podem ser imediatamente disponibilizadas ao público, e as outras 4 estão em análise, por conterem informações e citações pessoais e familiares. A orquestração já está em andamento, e tão logo concluída será divulgada na web.




RECOMEÇAR, ENFIM...

Maysa Figueira Monjardim- espírito

Penso, às vezes, que até mereço
e estou disposta a pagar o preço, 
talvez possa tentar outra vez, 
assim penso, tentar!
Hoje eu vejo uma nesga de sol 
entrando na janela
e quero me agarrar a ela... 
viajar..renascer...viajar  
Nem sei qual meu cacife, meu alcance
só sei que busco outra chance
isso faz-me bem, reconstrói. 
que passei, agora reconheço
foi efeito tolo, de vacilos tolos, 
do desprezo da real, mas superei esse mal.
Mesmo que suave, o passado ainda um pouco dói 
mas há, vejo isso, bela chance de um recomeço, 
que neste instante, não está distante, e é meu ideal.

Essa nesga de sol que vaza da janela... 
eu quero me agarrar a ela. 
e tenho muito o que agradecer 
aos que me dão a chance
de testar em esperto novo lance
da caminhada verdadeira pra crescer
Claro vê-se que há uma névoa, fumaça
mas vai desaparecer...como a estupefação que passa
pois sei...quando em Graça....tudo passa...tudo passa.

Olha...sabe, penso que até mereço 
ter de novo meu berço...buscar 
com coragem esse recomeço
dentro de meu alcance...ter uma nova chance...
desta vez, imagino...num sopro divino.. sem vacilo 
sem tropeço.
Há uma força que me move
e que a tudo resolve: 
é o amor que sempre me envolve.
Essa energia que vem daqueles
que tanto olham por mim
E minha gratidão é incomensurável
porque é uma energia inigualável...
amor é assim...amor é assim!
Só é amor se é assim!



COSTURANDO NA SALA

Maysa Monjardim e Stella N. Pires - espíritos

Deixei rastros no caminho...flores...
perfume...espinho
queixumes...carinho...dores
alegria...saudade...amores...
deixei restos no caminho.
Que não estava sozinho.
muitas interrogações...em mil cores! 
acalanto...corações...decepções
sonhos...heroicos... bisonhos, paranoicos
desespero, orações... e uma brisa pura,
de ternura... a grandeza de um sentimento pobre.
Hábitos, hálitos, sedas macias, cactus,
e uma vontade incontida, pela vida, por amar.
Amar a vida...amar a vida...é nobre.
Que não consegui (e nem tentei) esmagar.
Tateante no escuro da mente
para encontrar, no presente
um futuro... no tom das lilases rosas
que ainda estão sobre a pedra 
com suas cristas formosas...cheirosas
a espera de um novo arranjo
que no desafio não medra...
é nesse tom que lágrimas teimosas
insistem em esconder a fibra...
porque não são de anjo... cuja energia vibra
Urdi planos em serenas esperanças
Muitas belas saudades, mentiras e verdades
e poucas feias lembranças... maldades
Sobrou de saldo aberto o coração
um universo luminoso de gratidão! 
e ainda não defini o trilho
Sei que o futuro está nos olhos, 
como o tom da canção, no estribilho..

Sei da vida que é vida ao recompor!
Sou da vida qu'é só vivida por amor!



MANHÃ DE CHUVA
( e o Sol de Maricá Nasceu)

Maysa Figueira Monjardim e Dolores Duran (espíritos)

Ah...eu quero acordar numa manhã de chuva 
e  ver o teu semblante lindo, vindo, na curva
só pra dizer que ainda te amo demais 
abraçar-te confusa, nesta emoção embaçada, turva 
apertar-te ao peito, e não te largar jamais...

Ah! a alma se alegra quando ao perdão se entrega
e o Céu luminoso concebe uma luz poderosa 
se afeto não nega, se o perdão assim, recebe, 
e no peito carrega, a paz desejada, milagrosa.

Todos os medos, 
mesmo os que, em segredos 
se escondiam, se esvaem...
se diluem no encanto
E a tristeza e o pranto 
que do meu rosto caem
são preciosas pepitas,
diamantes, concreto encanto.
quero ver teu semblante embaçado na curva
ao acordar pra nova vida, 
na curva de uma turva manhã de chuva.
e eu sei que daqui a pouco 
um movimento partúrio, 
louco, como um berro ou um murmúrio
fará o sol nascer, um lindo alvorecer 
e meus olhos de choro, vermelhos
verão que estou de joelhos...
a Deus, aos anjos, a todos, 
por tudo, agradecer!



A TIME OF LOVE

Maysa Monjardim and Dolores Duran- spirits

May be in a bit
I had wanted now
My time to love
With all my wishes
Of my thoughts, above
My pretensions
Are ambitious
Because  feelings
They are strong, too much
and when I approach
I always think that it is
My time to love
But I'll know to expect
with all respect
Because I know, everything
Has the "right time"
Even if I don't approve
But I'll know to expect
As long as it doesn't take long
My time to love

For each one there will always be a time to love...Take the first step
For every one there will always be chance to make someone happy.

UM TEMPO DE AMAR

Maysa Monjardim e Dolores Duran- espíritos

Pode ser um pouco
Eu queria agora
Meu tempo para amar
Com todos os meus desejos
Dos meus pensamentos, acima
Minhas pretensões
São ambiciosas
Porque os sentimentos
Eles são fortes, demais
E quando eu me aproximo
Eu sempre penso que é
Meu tempo para amar
Mas vou saber esperar
Com todo o respeito
Porque eu sei, tudo
Tem o tempo certo
Mesmo se eu não aprovo
Mas vou saber esperar
Contanto que não demore muito
Meu tempo para amar

Para cada um, sempre haverá um tempo para amar ... 
Dê o primeiro passo.
Para cada um, sempre haverá chance de fazer alguém feliz.



Humana Comédia

Maysa Figueira Monjardim e Romero Mattarazzo - espíritos

Sigas o roteiro previamente programado
dês ouvidos aos sentidos, ao teu coração
há um espaço onde o amor reservado
mesmo longe nunca sairá de teu lado
com a imagem virtuosa, brilhante da gratidão.

Nessa peça sofrida, à qual chamam de vida
fui coadjuvante, e sei, representei tutti male
Mas, mesmo na virada sincera, arrependida
digo que, quisera, na tournée, 
mais na volta que na ida, 
que o amor possa ser, 
sempre o ator principal.

                                         Sei, quem apanha não esquece,                                              
  mas, às vezes, o algoz também merece
uma chance de perdão, o maior desejo
E ao receber a alforria celeste,
pelo indulto que a mim, em tudo destes
vai assinado, abençoado por mil beijos


Recebidas por Arael Magnus em 28 de Junho de 2017, no Ceuld, Porto Seguro, Bahia
Além destas 5 mais 4 melodias/poemas foram colhidas, mas por citarem detalhes pessoais estão sendo analisadas para posterior publicação ou envio aos indicados.

A orquestração e arranjos destas melodias estão sendo preparadas e na medida em que ficarem prontas, serão disponibilizadas na web.



quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Herbert de Sousa - Betinho - espírito


TRÉGUA CIDADÃ

 ( 1 de 5)


              O meu desejo agora era estar aí, no Rio, em Botafogo. Ficar plantado na entrada da favela e, encarando de frente o miniistrão, dizer a ele: " Xô...passa daqui... tira o coturno da mesa das famílias!". E diria pra tropa: " Esquerda...volver!"
             Porque o que está acontecendo é de uma estupidez inimaginável. Pior do que a violência do tráfico, dos assaltos a bancos, dos assassinatos é esta continuidade da invasão, agora com as forças armadas, como se o problema tivesse causa nas favelas, e é exatamente o contrário. As favelas, a pobreza, a mendicância, são efeitos da roubalheira, da corrupção, do domínio político, da elitização, da desigualdade social. Simples e cristalino.
             O prosseguimento dessa estrepitosa e indecente campanha contra as favelas, iniciada por governos corruptos, podres, com as upps, (cuja sigla acho que deveria ser fdps), precisa ser contido, imediatamente estancado, arrolhado, sob pena de estarmos criando uma sociedade pior do que a que aí está, com um foco social comprometedor, inconcebível, conceitualmente genocida. Estão implantando a semente do terrorismo no país. Estão aplicando fortes doses de antibiótico no cocô, ... produzido por eles.

          TRÉGUA CIDADÃ!

Esse pessoal, que diz governar, tem que entender, (e já passou da hora) que se não forem atacadas, em seu cerne, com vigor, com determinação e com solidariedade, as causas, não adiantam essas aberrações arrogantes e arrotantes, que nada resolvem e só agravam o problema. Atacar a fome, o desemprego, a impunidade dos grandões, acabar com esse descalabro moral dos políticos, com ousadia, coragem e constância, atacar a razão, a origem da miséria, é a única forma de resolver essa crise de insegurança, de violência, de clandestinidade. O resto é covardia paliativa.
Os blindados soldados e os tanques de guerra não têm que entrar na favela, não só por causa dos becos, mas porque moralmente isso é um descalabro. O urutu não faz curva, nem se esgueira, porque ali, aquele terreno, aquele pedaço de morro foi ocupado há séculos, porque era imprestável aos ricos e aquinhoados, e só os miseráveis, os que nada tinham, para ali se dirigiam, porque também no pé do morro estava a casa do senhorio, do patrão, a quem serviam, de quem cuidavam. E subir a toda hora com equipes fortemente armadas vai ensejar uma resposta nas mesmas proporções, e aí vêm as tragédias, com famílias despedaçadas, pela irresponsabilidade de "governos e comandantes", muito corrompidos.

         O PROBLEMA É MAIS EMBAIXO

          Não é nos altos do morro nem nas baixadas pantanosas. A causa está nos confortáveis condomínios de alta classe, nos arejados escritórios, nos palácios, nas instituições podres, abrangendo (des) governos, e (in) justiça. É mais na Barra do que no barro. É mais Vieira Souto do que Beco da Marmita. A concentração de renda de uma minoria suja, corrupta, (não existe fortuna inocente!) e o despejar dos efeitos da crise sobre as classes mais sofridas, coloca as opções de sobrevivência em patamares de mendicância ou banditismo, e na maioria das vezes, os dois.
O certo é reduzir a desigualdade, diminuir a miséria crônica, acabar com a favela, não com o favelado. Subir o morro com força de guerra é recair no mesmo erro do já cometido pelas elites imperialistas, que ainda pagam alto preço, como as guerras do Vietnã, do Afeganistão, do Cambodja, e muitas outras situações, onde se vê que a força nem sempre é representada pelo poder bélico, mas por situações pontuais, de características e peculiaridades distintas. Aqui estão semeando, com essa estratégia idiota, grupos terroristas, nos moldes dos que já estarrecem o mundo.
A criminalidade das favelas é alimentada pelo Estado, sobretudo por sua ausência. O bicheiro, o traficante, o contrabandista não teriam força de persuasão se houvesse alimento (fundamental!) educação, saúde, através de políticas de emprego, de planos honestos de combate ao déficit habitacional.
"Ah...isso é utopia..." - diriam, mas não é!. É solução !!!... e pasmem, solução mais barata que essas idiotices que cometem com esses deslocamentos e "projetos" de ocupação, desastrosos, criminosos, ineficazes, camuflantes da mixórdia que existe nas quadrilhas intrapalacianas. 

FAVELA É COLMEIA- Muitas abelhas, alguns marimbondos-

É indispensável que se compreenda a estrutura celular dos aglomerados. São  integrantes interdependentes, aliados e inseparáveis. Não é força de retórica ou análise superficial, é experiência vivenciada. O organismo social chamado favela é muito mais complexo do que o maniqueísmo que querem compor. Não existem só honestos, nem só criminosos, nem só marginais, nem só puros ou impuros, mas (prestem atenção!) todos são tudo ao mesmo tempo, conforme as circunstâncias! Ali as famílias formam um resistente e maleável corpo composto, onde se aliam o bem e o mal, onde se encontram as facetas angelicais e satânicas, ao mesmo tempo! E o mais importante, a postura das famílias é humanamente compreensível, pela lei de sobrevivência, pelo natural instinto de proteção e defesa! 
         Não adiantam as investidas em querer desmantelar as quadrilhas, desbaratar as bocas de fumo, acabar com as gangs, sem compreender antes o entrelaçamento, a capilaridade familiar que cerca as comunidades e os aglomerados. Muito mais que os núcleos sociais da elite ou classe média, que se isolam, se distanciam, se colocam em posições diferentes, que se digladiam entre si, nas comunidades faveladas o sofrimento e a miséria são elementos aglutinadores. A melhor solidariedade é a que assistimos nas casas pobres, onde "a mãe perde toda a fome quando só há um pedaço de pão". Onde a “água no feijão” é muito mais que um verso do sambista. O sofrimento modela a compleição familial e vizinhal, em têmpera inquebrantável, heróica e destemida. É como se fosse uma multiplicação dos quilombos, com aquela homogeneidade, por situações muito análogas. Tal qual os antigos clãs, feudos e núcleos parentais, que se sustentavam na assertiva de que "não é permitido nem mesmo viver se o bastião a que pertençam for ameaçado."
            E isso é uma característica animal, insuperável, insubstituível, das classes, das tribos, dos guetos. No caso, recoberta por uma extraordinária capa de resistência adquirida no sofrer miserável, na pobreza. 
            A reação, a resposta pode ser muito mais violenta e eficaz do que se imagina, porque a Fome e o desejo de vingança, se sobrepõem sempre a qualquer virtude.

           A PIROTECNIA TEM QUE DAR LUGAR À AÇÃO RESOLUTIVA-

          Sei que muitos devem estar conjecturando que estou repetindo velhas e surradas teorias. Mas não estou! A realidade, que agora melhor observo, pode me confirmar, com ênfase, que o buraco é mais embaixo. O Rio, há mais de dez anos vem convivendo com essa "solução mágica" das upps. Mas de repente explodem não as luzes copacabanescas, mas os escândalos oficiais, ribombando em nossas consciências, com o desbaratamento (ou desratização) de ocupantes do poder, muito corruptos, e a cada dia mais se descobrem os desvios, que atingem cifras estratosféricas. Quer dizer, enquanto faziam as “unidades”, se pilhavam os trilhões. E, claro, há muito ainda o que descobrir, e expor essa farsa promovida. 

QUESTÃO CROMÁTICA

            Indispensável e imediato que se troque a cor dos uniformes que sobem e invadem as favelas. Queremos o branco da saúde, o amarelo da alimentação, da cesta básica, o azul da educação, com os jalecos dos professores. Os caminhões têm que ser usados para levar fardos de comida, equipamentos esportivos e culturais, e tenham certeza, essas cargas não serão saqueadas. Transformem essas inúteis estações e postos de polícia em salas de aula, em restaurantes comunitários, em unidades de saúde, em creches, em quadras, e (PRESTEM ATENÇÃO!) em menos de 5 anos estarão reduzidas as taxas de violência e de criminalidade, a patamares muito baixos, com redução de mortes, de crimes, de tráfico e de roubos de forma real, definitiva! Podem apostar em redução de 80 por cento, em menos de cinco anos! 
           Diriam os acomodados: "Isso é muito irreal!". Sim ...É um programa ousado, mas factível, exequível, que contará com o apoio de todos, claro, todos os que se interessem em resolver o problema, não mascará-lo. E, a não ser uma tragédia gigantesca (que pode ser provocada inclusive por essas atitudes irresponsáveis) como o uso de bombas, que deixe tudo a cinco metros abaixo da superfície, não existe outra solução. Têm que tirar o uniforme verde e cinza das favelas, dos aglomerados, das baixadas, das comunidades, já! Mudem o cenário, abaixem as cortinas e troquem a ópera bufa, trágica e assassina, por uma peça onde a solidariedade, a inteligência, a fraternidade, a educação, a alimentação, a saúde, o emprego, o respeito humano, a cidadania sejam efetivamente os atores principais. O resultado é infalível, rápido e....muito mais barato.
            É urgente uma TRÉGUA CIDADÃ! Desarmamento primeiro da polícia, fim destas assassinas operações que vitimam inocentes, além de bandidos e despreparados (ou mal aparelhados) policiais. É preciso ver as crianças irem pra escola, ou jogar bola na rua. 
Façam uma varredura no contingente policial, expurguem os apodrecidos, preparem melhor a tropa, fortaleçam os sistemas de prevenção, com inteligência. Desmontem os sistemas de comunicação dos presídios. Valorizem o bom policial, não com fuzis e escopetas, mas com salário digno e cursos. Prossigam o aparelhamento para conter os roubos de cargas, os assaltos a bancos, vigiem as entradas das favelas, mas tirem o pé das mesas das famílias! Já.
Não se façam de desatentos, e mandem os soldados das forças armadas vasculhar as fronteiras, impedir a entrada de drogas e armas. A tropa de 40 mil que está no exterior é suficiente para vigiar TODAS as fronteiras terrestres, aéreas e marítimas brasileiras. 


  *D. Apolônia- uma história real

Para refletir, conto essa história real (e já conhecida!), que ainda é repetida aos milhares, que fotografa o fenômeno da capilaridade, das ligações, da estrutura e organismos das famílias, nas favelas. Isso pode melhorar a compreensão.
Apolônia morava na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, e trabalhava no Catete. Era amiga da senhora que fazia o trabalho doméstico lá em casa, no Botafogo.  Conheci-a no Largo do Machado, num ponto de ônibus, enquanto conversava com nossa auxiliar. Simpática e receptiva pediu-me que eu fizesse uma carta de apresentação para a filha, para que esta tentasse uma vaga de emprego. Eu ia sempre por aqueles lados, pois comprava umas broas numa padaria da São Clemente, e gostava de ficar por instantes, no Largo, ao lado de uma floricultura. E numa tarde, quase noite, ela se assentou ao meu lado, dizendo que não poderia ir embora naquela hora, pois tinha que esperar uma filha que fazia um curso até às 8 da noite. E desfiou seu rosário.

  Nasceu no Rio, no Morro dos Macacos, criada pela avó, com mais 4 irmãos. Aos 16 anos conheceu um senhor já maduro, que prometendo-lhe uma vida melhor, levou-a para a Vila Cruzeiro, onde ela morou por mais de 50 anos, até morrer. O marido deu-lhe 6 filhos, uma escadinha, com espaço de 1 ano entre eles. Foi assassinado numa noite chuvosa, quando chegava do trabalho, na entrada da Vila, pelo caminho da Igreja da Penha. Morto, segundo o boletim, por bala perdida, mas que as testemunhas que assistiram, afirmam ter sido executado por policiais que faziam uma varredura no local. Com seis crianças pequenas foi auxiliada e acudida por vizinhos, e começou a trabalhar em casas de família.  Conseguiu criar os meninos, com dificuldade, mas sempre com muito cuidado.

Rapazes e moças tiveram rumos diferentes. O mais velho se alistou na Polícia Militar e chegou a sargento. Duas das meninas se casaram cedo e logo vieram os netos. O filho caçula não quis estudar, e como ficava mais sozinho, se envolveu com más companhias, e daí para as drogas, o tráfico e o crime foi um pulo. Uma das meninas resolveu estudar e fez curso de auxiliar de enfermagem, estagiando e trabalhando num dos hospitais da cidade. Não quis se casar e morou com a mãe até o fim desta. O segundo filho completou 18 anos e foi pra São Paulo, não dando mais notícias.  

Assim, quando havia “blitz” na Vila era um desespero para ela. A primeira apreensão era quanto ao caçula, que poderia ser morto, ou como acontecera já algumas vezes, preso. E a outra era pelo fato de temer a vingança por parte dos traficantes e milícias, devido ao seu filho mais velho ser policial. Por ser muito prestativa, era muito querida na região, já que não se recusava a ajudar quem dela precisasse, em caso de doença, ou outras dificuldades. Quando vinha a polícia, temia pelo caçula, e quando não aparecia a força de segurança, temia pela vingança contra as meninas, netos, genros e pelo filho sargento. Era o terror permanente, que não demorou a se concretizar. Numa tarde de sábado, quando chegava do serviço, o número incomum de pessoas na porta de seu barraco já indicava problemas. O caçula havia sido assassinado, com 8 tiros, num confronto com a polícia. Pouco tempo depois, numa emboscada próxima à sua casa, mataram seu filho mais velho. Dizem que foram membros da milícia local, outros, que foram os traficantes. Enfim, a dor não queria saber de onde partiram os tiros. O que restou para a mãe, os irmãos, os netos, os sobrinhos, os tios? A indignação e raiva represada. As mães, as crianças, os jovens, os bons são a grande maioria das favelas, mas ardem-se por dentro de dor e indignação. E... a carta de apresentação de nada valeu.

SOLUÇÕES? TEM!

Essa conversa que tive com ela marcou-me profundamente. Acentuou a necessidade em fazer alguma coisa, além do "Fome Zero". E são delas estas palavras; "Se pelo menos tivesse creche, onde eu pudesse colocar meu mais novo... ou se a escola funcionasse.... ou se tivessem me ajudado quando procurei ajuda pra interná-lo numa clínica para tratamento de drogas...."- eis o encontro e todas as respostas. A ausência e insensibilidade desonesta do Estado é a primeira pedra do dominó que cai. As outras são conseqüências. E daí se percebe que quando se ataca ou se entra na favela, há um organismo, um corpo monolítico, entrelaçado, que não admite a violação de seus limites, coletivos ou individuais. O rancor, a mágoa, a revolta ficam, permanecem, mesmo que por um tempo se mantenham adormecidas. 

               Mas, podem estar certos que, mais de 90 por cento dos que moram nos aglomerados, nas favelas, nos morros, nas baixadas, nas comunidades marginalizadas, são constituídas de pessoas do Bem, com caráter e nobreza, com perfeita noção do dever, da retidão, das virtudes. São pessoas que estão sempre a favor da Justiça, que respeitam as leis e a polícia.  

           Não a justiça “injusta”, não a polícia que mata seu filho, seu irmão, seu pai, sua mãe, seu sobrinho, sua tia, seu tio, a criança do vizinho na escola, na rua, nos confrontos mentirosos. Ali há uma sociedade que vai todas as manhãs ao trabalho, para ajudar os ricaços, os barões, os ladrões de gravata, às madames corruptas. Vai limpar privadas, vai catar cocô, pra levar pão digno à sua casa. São estes muito mais que 90 por cento. Digo que a proporção pode ser inversa nas classes dominantes (com certeza no meio político), na elite, na aristocracia, que insensível e podre, não tem olhos para a miséria e a fome, e quer resolver com matança, com violência, com "leis mais fortes". Idiotas carniceiros defendem leis  inclementes (até a pena de morte!) para os pequenos. Defendam, antes, a aplicação dela para os graúdos, para os corruptos, para os que praticam a pornopolítica! Porque a solução não é emocional, nem intelectual, mas POLÍTICA.  Vejam a etimologia, onde política é a atitude do CIDADÃO que reside nas pólis (cidades), pois é aí que se encontra a solução, o caminho, o vetor, o direcionamento. Claro que não me refiro a essa desgraceira que existe no Brasil. Sem os trambolhos imorais das podrebrechas e JaBáS. Mas......a POLÍTICA SÓ É HONESTA SE FOR SOCIAL!!!!

MORTADELA E COXINHAS....

Eu dissera certa vez que, “há mudança no Brasil. Ela não corre, mas ocorre”. E é preciso ocorrer, ainda que lenta! E assim, mesmo tendo o direito de errar, tentando acertar, não se concebe insistir no erro, porque aí já é sacanagem. Repetir as cags é inconcebível. A podridão política hoje no país é um verdadeiro jogo de xadrez. Não desse maravilhoso jogo de origem oriental, persa ou indiano, que é ao mesmo tempo esporte, arte e ciência, como deveria ser a verdadeira prática política. Mas Xadrez de cadeia, de cana, xilindró. Tenho aplaudido daqui o estoicismo e coragem de juízes malucos, doidos varridos, que ousadamente estão colocando esses ditos poderosos nas celas, pra ver o sol nascer quadrado! Como meliantes que são, como ladrões que são, é o lugar em que cabem. 
Desaprendi, há algum tempo, de rezar, mas, tenho me esforçado para pedir que os anjos guardiães protejam esses que se revelam autênticos cidadãos cumpridores de seus deveres, e não se agacham diante das súcias, de bandos de delinqüentes, que se travestem de políticos, enfiando-lhe na fuça as algemas ou tornozeleiras. Claro, ainda há muito por fazer, ainda prevalecem canalhas vendidos, os ...marmotas, cujas cabeças podres, se chacoalhadas, fazem barulho de moedas...trinta! Mas, apesar disso, a indignação da turba se ouve, e isto é saudável, mantém a esperança. 
O maniqueísmo criado entre coxinhas e mortadela já não é verdadeiro. Porque o explodir das fedorentas fossas demonstra que são feitos da mesma massa, têm origens comuns, o mesmo tempero. São compostos de carne de rato (iguais aos que ainda estão no mercado), putrefatos, malcheirosos, contaminados. Hoje tentam camuflar a salsicha, revestindo-a com a farinha vencida da mídia vendida, mas já se sabe que apenas escondem suas garras de ratos, bandidos descarados. A decepção dos que um dia sonharam uma governança limpa, honesta, aumenta a cada dia mais, ampliada na amnésia cínica e covarde dos que chegaram a ser o sonho da transformação. Coxinhas e mortadelas, acompanhados de farofas nauseabundas, de miúdos de vermes (apelidados de pequenos partidos) ...vergonhoso quadro da grande maioria dos ocupantes do enojável poder, hoje! A diferença entre eles e o lixo é que o lixo é reciclável, eles não. ( ou seja...tomara que não!)
           Mas, se os "cagões" se enchafurdam na lama da devassidão e imoralidade, há que se  ter o foco imutável de que a POLÍTICA, ou seja o exercício da cidadania, é o caminho da retomada do equilíbrio social. E recorro a Luther King, quando este proclama que o que incomoda não é o grito dos maus, mas o silêncio e omissão dos bons. E os bons são maioria? Provem isso, abram o peito, e se manifestem!

          TRÉGUA CIDADà
          (ou Síria, Iraque e Afeganistão, juntas!)

          Não me interessa agora a opinião (de quem quer que seja!) acerca dessa minha declaração. Sempre tive a descompostura de falar o que queria, sem pedir licença a ninguém. Trazido aqui por tia Rachel* (com quem brigo dia e noite), acode-me a necessidade em alertar sobre o sério risco que o país corre, não só no Rio mas em todos os cantos. A continuar esse esmagamento, vão se proliferar “núcleos de resistência”, nos aglomerados. E oportunistas já estão a postos, para criar células de terror. Aliás, se o serviço de inteligência oficial fosse mais eficiente já teria detectado a formação destes em pontos como no Alemão e em sampa, na Carrão. O que estariam os africanos fazendo ali, a não ser “escolando” suas táticas criminosas e terroristas, além do tráfico de drogas e armas? As centenas de assaltos a bancos são fatos isolados, gerados por meliantes comuns? Para onde os farquianos revolucionários, que não aceitam a trégua, vão desovar suas armas escondidas? Claro, buscarão aqueles a quem um dia ajudaram com grana, óbvio. Elementar meu caro Uóchito!
            Ou se muda o viés político, com destinação de verbas para as necessidades citadas, ou estarão criando focos terroristas piores do que os assistidos agora. 
            A burrice é tão grande, que vão descobrir que fica mais barato gastar com alimentação, escola, saúde, cursos profissionalizantes, cultura, emprego, do que essa avalanche de dinheiro jogada fora nas macabras e estúpidas incursões das forças armadas e policiais, contra uma população já estuprada pela fome e miséria. Isso sem ao menos tocar na enxurrada da corrupção.
           Antes de voltar (ele já voltou!) meu amado irmão Henrique presenteou-me com uma charge linda (e sacana!) onde eu era o D. Quixote, montado, não no Rocinante, mas no dragão da corrupção. Sancho era o Darcy, e falava... falava... falava... 
           Assim aproveito para mandar meu abraço a todos, e um beijo ardente e carinhoso (que tenho dado!) em todos os meus queridos, e em especial na minha amada Dulcineia, que em meu coração ainda tem acento (ou assento).
Ainda não “tenho dito”, pois voltarei. Espero que não prendam os carteiros!
  Se o ministrão se invocar com a encarada, digo o que dizemos em Bocaiúva:       “Achô rúim? Vem aqui me batê, se ocê fô home!”.


Herbert José de Souza
-espírito-


Mensagem recebida pelo canal Arael Magnus em reunião no Ceuld, em Porto Seguro- Ba, no dia 8 de agosto de 2017 .
Fale com Arael pelo fundoamor@gmail.com